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03 outubro 2011

Poesias de Cecília Meireles

Esta é a poesia favorita da minha aluna de inclusão Jullya:
A BAILARINA

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá
mas inclina o corpo para cá e para lá.

Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os ohos e sorri.

Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina. 
 
Mais algumas de Cecília Meireles:

Colar de Carolina

Com seu colar de coral,
Carolina
corre por entre as colunas
da colina.
O colar de Carolina
colore o colo de cal,
torna corada a menina.
E o sol, vendo aquela cor
do colar de Carolina,
põe coroas de coral
nas colunas da colina.

Leilão de Jardim


Quem me compra um jardim
com flores?
borboletas de muitas cores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis 
nos ninhos?
Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entre o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?
Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?
(Este é meu leilão!) 

Ou Isto ou Aquilo



Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.



13 março 2010

Mais Vinícius de Moraes

Essa é pra minha amiga Érika!

Corujinha

Vinicius de Moraes

Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho
 
Corujinha, corujinha
Que peninha de você
Fica toda encolhidinha
Sempre olhando não sei quê

O seu canto de repente
Faz a gente estremecer
Corujinha, pobrezinha
Todo mundo que te vê
Diz assim, ah, coitadinha
Que feinha que é você

Quando a noite vem chegando
Chega o teu amanhecer
E se o sol vem despontando
Vais voando te esconder

Hoje em dia andas vaidosa
Orgulhosa como quê
Toda noite tua carinha
Aparece na TV
Corujinha, coitadinha
Que feinha que é você

12 março 2010

Poesias Cantadas - Vinícius de Moraes












Poesias de Vinícius de Moraes

A Porta
Vinícius de Moraes/Toquinho


Sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Não há nada no mundo
Mais viva do que uma porta

Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de sopetão
Pra passar o capitão

Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo no mundo
Só vivo aberta no céu!

A Casa
Vinícius de Moraes


Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão
Ninguém podia
Dormir na rede
Porque na casa
Não tinha parede
Ninguém podia
Fazer pipi
Porque penico
Não tinha ali

Mas era feita
Com muito esmero
Na rua dos bobos
Número zero.


O Relógio
Vinícius de Moraes/Paulo Soledade


Passa tempo, tic-tac
Tic-tac, passa hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora
Que já estou
Muito cansado
E já perdi toda alegria
De fazer meu tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
Tic-tac
Tic-tac
Dia e noite
Noite e dia


O Ar (O Vento)
Bacalov/Toquinho/Vinícius de Moraes


Estou vivo, mas não tenho corpo
Por isso é que eu não tenho forma
Peso eu também não tenho
Não tenho cor

Quando sou fraco
Me chamo brisa
E se assovio
Isso é comum
Quando sou forte
Me chamo vento
Quando sou cheiro
Me chamo pum!

10 março 2010

Mais uma poesia...


As crianças adoram esta poesia:
A JOANINHA INHA

A JOANINHA INHA
SAIU PARA DAR UMA VOLTINHA
COM SEU VESTIDO DE BOLINHAS
VEIO UMA CHUVINHA
E CAIU TODINHA
EM CIMA DA COITADINHA
LEVANDO NA ENXURRADA SUAS BOLINHAS.
A JOANINHA
VOLTOU PRA CASA DEPRESSINHA,
POIS SEM SUAS BOLINHAS
ELA SE SENTIA PELADINHA.

JOÃO PROTETI

28 fevereiro 2010

POEMAS PARA BRINCAR

 A poesia é realmente um convite à leitura e um despertar para nossa imaginação. Neste trimestre estarei trabalhando poesias com minha turminha do Pré II.

CONVITE 

Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.

Só que
bola, papagaio,pião
de tanto brincar
se gastam.

As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.

Como a água do rio
que é água sempre nova.

Como cada dia
que é sempre um novo dia.

Vamos brincar de poesia?

José Paulo Paes